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mercoledì 7 gennaio 2015

Salvador, Ribeira, una visita da fare


Una tranquilla gita nel quartiere Ribeira

 Ribeira: anticamente un quartiere in cui le famiglie ricche andavano durante l'estate, successivamente diventato quartiere di pescatori ed oggi uno dei pochi quartieri residenziali non contaminato da grandi ed anonimi grattacieli o centri commerciali.
Può essere una piacevole alternativa per chi cerca un po' di tranquillità, soprattutto durante la settimana. Non mancano i ristoranti a base di pesce fresco, un bel mercato del pesce sulla spiaggia, piste ciclabili, ampio marciapiede lungomare recentemente riasfaltato.
Il porto ospita diverse imbarcazioni anche antiche, che vengono recuperate e utilizzate per la pesca o il turismo, accanto a più moderni motoscafi.











con la bassa marea le imbarcazioni sembrano appisolarsi sulla soffice sabbia





Gasparito e Black Bird


la stazione marittima per prendere il traghetto che porta al quartiere Plataforma

un campo di campo di calcio e basket pubblico



Durante la bassa marea, molta gente raccoglie i frutti del mare

il mercato del pesce

ancora il mercato del pesce






i tavolini di un bar sotto un albero fiorito

ottimo posto per correre o andare in bicicletta








in rosso la pista ciclabile, sullo sfondo la famosa collina con la chiesa del Bomfim

tante piccole barchette di pescatori

martedì 3 dicembre 2013

Il sertão baiano oggi e ieri. La guerra di Canudos e l'attuale situazione economica dell'interno dello stato di Bahia


Riporto qui un interessante articolo di approfondimento sulla regione interna dello stato di Bahia, sconosciuta normalmente ai turisti, ma sicuramente molto affascinante e completamente diversa dalla zona litoranea. La scarsità di piogge ha da sempre condizionato questi territori e, complice l'isolamento delle popolazioni, date le grandi distanze fra un paese e l'altro, ha fatto sì che ci fossero sempre grandi differenze anche culturali rispetto alla zona litoranea. 
Tipico paesaggio del sertão nordestino, qui nei dintorni di Monte Santo, Bahia

La guerra di Canudos
Proprio da questi fattori, durante la fase di passaggio dalla monarchia alla repubblica, si formarono qui comunità che non riconoscevano il nuovo stato (soprattutto le pesanti imposte che non offrivano alcun servizio in cambio). Mi riferisco in particolare all'esperienza di Canudos, un paesino che crebbe enormemente (passando da poche centinaia a 25000 abitanti) attorno al proprio leader religioso Carismatico Antonio Conselheiro e che venne repressa violentemente dall'esercito della neonata repubblica fra il 1896 e il 1897. Si stimano in 25000 le vittime di questi combattimenti, che terminarono con la completa distruzione di Canudos.
Statua di Antonio Conselheiro a Monte Santo, Bahia

Sicuramente vanno citati libri classici della letteratura brasiliana, che raccontano la guerra secondo i diversi punti di vista: quello ufficiale (ed ipocrita, aggiungo io) della repubblica nell'opera Os sertões di Euclides da Cunha, giornalista che passò 3 settimane nel conflitto e cercò di tracciare le radici socio-culturali-ambientali della Guerra, ovvero l'isolamento di queste popolazioni, le dure condizioni di vita, le condizioni climatiche. Il ritratto è quello di una popolazione quasi inselvatichita, ben lontana da quella paulista, che cercava di imitare lo stile di vita europeo.
Molto bello anche il lungometraggio di Sérgio Rezende Guerra de Canudos
Gli sconfinati paesaggi del sertão, visto qui dalla collinetta di Monte Santo, Bahia
L'economia di oggi
Il territorio, che oggi si sta lentamente riprendendo dopo il perido con maggior scarsità di pioggia degli ultimi 50 anni, raggruppa municipi che presentano piogge inferiori agli 800mm l'anno. Inoltre è comune la mancanza di infrastrutture, sia in un efficiente sistema di trasporti, sia nella mancanza di strutture industriali, sia nella mancanza di fognature (meno del 30% dei municipi hanno una rete fognaria).
La conseguenza di questo sono i numeri che si riferiscono all'intero stato d Bahia: circa 2,4 milioni di Baiani (il 15 % del totale nazionale) vivono in stato di indigenza, con reddito al di sotto di R$ 70 al mese (circa 25 Euro). Nello stato di Bahia, è nel sertão che si concentra addirittura il 61% dei poveri, quasi 1,6 milioni di persone.
Gli investimenti nel settore vinicolo
Qualcosa almeno negli ultimi anni si sta muovendo, almeno in alcune zone. Intorno al fiume São Francisco, nel municipio di Casa Nova, è presente da anni l'unica azienda vinicola del sertão, che produce lo spumante più venduto nel Brasile; trattasi del Terranova Moscatel dell'azienda Miolo-Ouro Verde, uno spumante bianco con 7% di alcool. Questo, negli ultimi anni, ha aperto le porte al turismo, anche straniero, legato all'uva e al vino.
I ricercatori dicono addirittura che i vini di questa regioni presentano percentuali più elevate di resveratrolo - un fenolo non flavonoide rinvenuto nella buccia dell'acino d'uva, a cui è attribuita una probabile azione antitumorale, antiinfiammatoria e di fludificazione del sangue, che può limitare l'insorgenza di placche trombotiche - rispetto ai più rinomati vini europei o argentini.



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da un articolo di Wladmir Pinheiro e Daniela Leone (www.correio24horas.com.br)

Semiárido: maior região do estado, seca e pobre, tem atraído investimentos
O PIB do Semiárido se aproxima dos R$ 38 milhões, quase 28% da riqueza produzida pelo estado


O território que hoje se recupera de sua pior seca nos últimos 50 anos, segundo a ONU, reúne municípios com características que vão muito além do baixo índice de chuvas, em geral, abaixo dos 800 mm por ano. Em comum, também, a falta de infraestrutura, seja na falta de um sistema de transporte que interligue a região, na ausência de uma rede que estruture a produção econômica, ou na inexistência de saneamento público na maioria das vezes (menos de 30% dos municípios tem rede de esgoto).



Os números do Censo de 2010 do IBGE mostram o resultado da equação de todos os fatores acima: a Bahia é o estado que abriga, em termos absolutos, o maior número de miseráveis em todo o país. 

Os dados mostram que aproximadamente 2,4 milhões de baianos, 15% do total nacional, vivem com uma renda mensal de até R$ 70 na Bahia. Quando o olhar recai sobre o Semiárido baiano, os números são mais alarmantes. É lá onde vivem 61% dos miseráveis baianos, quase 1,6 milhão de pessoas.

atraso Se a seca explica, em parte, a aridez social e econômica do estado, a falta de políticas regionais que observem o potencial de cada município e o fortalecimento de uma teia que interligue e ligue essas regiões ao restante do estado explica a permanência histórica do atraso do Semiárido. É o que aponta o especialista em Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Galindo.


“Apesar dos inúmeros programas de governo, não existem muitas políticas regionais que levem em conta a cultura e os problemas locais para fazer as mudanças adequadas. Há políticas públicas que, a depender do recorte, acabam incidindo em determinadas regiões. Como as políticas sociais que têm muito impacto nas famílias do Semiárido, ou do programa de aposentadoria rural ou de agri cultura familiar. Não resolve aplicar políticas para agricultores do sul do país no Nordeste, porque não adianta”, explica Galindo.


O isolamento geográfico do Semiárido desemboca na produção da economia. Segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão ligado à Secretaria do Planejamento (Seplan), o PIB do Semiárido beira os R$ 38 milhões, o equivalente a 28% da riqueza produzida pelo estado.



O setor industrial é ainda mais escasso: apenas 18% do PIB da Bahia vem das indústrias do Semiárido. Por outro lado, quase 50% da riqueza agrícola do estado vem do Semiárido. Boa parte do que se come na Bahia vem do Semiárido: de Irecê, Vitória da Conquista, Ribeira do Pombal,  Chapada Diamantina, Juazeiro e do Paraguaçu.


Mas a seca castigou muitas dessas regiões. “O prejuízo estimado durante a seca foi de R$ 7,2 bilhões. Esse número representa apenas 4% do PIB baiano, que ficou em R$ 135 bi, mas o impacto disso nos municípios pequenos do Semiárido é devastador”, explica o mestre em economia e assessor técnico da SEI Rafael Cunha.


Uma série de programas está sendo desenvolvida para aproveitar o potencial do Semiárido, na maioria das vezes escondido pela seca. Na agricultura, pesquisas permitiram que o Norte do estado se tornasse um importante polo de agronegócio, com exportação, inclusive, de frutas para a Europa. 

Investimentos em energia eólica, da Renova Energia, também já movimentam a região, mesmo antes de entrar em operação. A riqueza do subsolo passou a atrair, nos últimos anos, investimentos bilionários no setor de mineração.

Programas

A verba destinada pelos benefícios sociais do governo federal, em especial aposentadoria e Bolsa Família, tem movimentado o comércio das cidades do Sertão, permitindo a atração de novas empresas e aumento na arrecadação das prefeituras.


“O ICMS de Serrinha quase que dobrou nos últimos quatro anos. O crescimento da cidade chega aos 15% ao ano”,diz o prefeito da cidade, Osni Cardoso, também presidente da Concisal (Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável), que reúne 19 municípios. 

Isso se dá, especialmente, segundo Osni, pelos novos pontos do comércio e pelas pequenas fábricas instalados em Serrinha, atraídos em boa parte pelas compras de quem recebe o Bolsa Família e aposentadoria.


Uma ação puxa a outra e Serrinha tem recebido investimentos também em estabelecimentos de ensino. “O Sertão precisa acabar com esse estigma de que não é produtivo. Não crescemos na velocidade que deveríamos pela falta de investimentos do passado. Mas é possível sim mudar”, diz Osni.


Espumante mais vendido no Brasil é produzido no Semiárido

As uvas cultivadas em Casa Nova também despontam como uma preciosidade do Semiárido baiano. O município localizado no Vale do Submédio São Francisco vem se desenvolvendo nos últimos anos como um novo polo vinícola. “Somos uma referência não só nacional, como internacional. A região recebe muitos turistas brasileiros e estrangeiros, e os enófilos, os amantes dos vinhos, saem de vários países para degustar os vinhos in locu”, comemora o pesquisador em enologia Giuliano Pereira, da Embrapa Uva e Vinho/Semiárido.

É na cidade de Casa Nova onde está instalada a única vinícola da Bahia. “A vinícola Miolo-Ouro Verde produz o vinho mais vendido do Brasil, que é o Terranova Moscatel, um espumante branco com 7% de álcool, que caiu nas graças do brasileiro. É um exemplo de sucesso de mercado, que vem sendo adotado por outras vinícolas”, destaca.


Estudos sinalizam ainda que os vinhos dessa região podem trazer mais benefícios à saúde humana. “Os primeiros resultados, em comparação com os obtidos com vinhos de países como França e Argentina, mostram que os vinhos do Vale apresentam teores mais elevados de resveratrol (com influência no combate às doenças do coração)”, disse.

Da iguaria ao minério, quando o Sertão pode dar certo

O chef paulista Leonardo Chiappetta é fã do umbu, típica iguaria do Sertão baiano. “Aprovo com muito orgulho. É uma referência nacional”, elogia. Gosta tanto que encomenda a fruta direto da caatinga mensalmente e até criou uma calda feita com ela. Descendente de italianos, Leonardo serve a receita no Empório Chiappetta, tradicional loja do Mercado Municipal de São Paulo, aberta por sua família em 1908. “Sirvo a calda junto com sorvete e é um sucesso”, conta.


A calda de umbu foi desenvolvida pelo chef há quatro anos, em parceria com a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), que garante um complemento de 30% na renda de 450 famílias do Semiárido baiano durante o ano inteiro. Os 18 produtos do catálogo da Coopercuc também são exportados para França, Itália, Áustria e Alemanha.


Como o CORREIO mostrou, na segunda-feira, cidades do Sertão têm atraído outros investimentos: dos 36 projetos de mineração, 25 estão no Semiárido. A Bahia está  em quinto lugar no ranking do país, mas lidera a produção nacional em vários bens minerais. A perspectiva é que o estado deve alcançar até 2015 o terceiro lugar na produção nacional.


Dependência do governo também para empregos

A taxa de ocupação formal no Semiárido é de apenas 28%, segundo o IBGE. Algumas regiões do Semiárido acabam concentrando a maior parte desses empregos, como os polos calçadistas de Jequié e Itapetinga, ou a fruticultura do São Francisco, concentrado em Juazeiro. Porém, a maior parte dos empregos nos municípios do Semiárido, assim como do interior do país, flutua ao redor da administração pública.

 

Rafael Cunha, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia  (SEI), afirma que passa pelas cooperativas regionais uma das formas de se buscar soluções particulares para alguns problemas.


“Nada melhor do que os próprios moradores para chamar atenção do governo e da sociedade para a busca de soluções, ou de conclusões de obras estruturantes que desenvolvam o Semiárido. Já há bons exemplos no Brasil”, defende


O pesquisador do Ipea Ernesto Galindo também criticou a forma como foi concebida e distribuída a malha do sistema de transporte do país, deixando às margens do progresso regiões como o Semiárido. 

“Infraestrutura não resolve tudo porque integração é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Porém, todo o desenvolvimento de transporte no país nunca foi pensado para integração, mas para escoamento produtivo”, lembra.


sabato 22 giugno 2013

Comprare casa in Brasile


Anche se non è più conveniente come qualche anno fa, quando il cambio Euro-Real era più favorevole di adesso e nonostante l'inflazione degli ultimi anni abbia fatto aumentare considerevolmente i prezzi al metro quadrato, restano ancora interessanti proposte sul mercato.
Fonte: www.zap.com.br


Casa o appartamento?
Queste i primi dubbi da risolvere. Una casa, intendendo anche una villa, offre certamente piena indipendenza, oltre a non avere costi di condominio; tuttavia non è da sottovalutare il problema sicurezza e il tipo di villa/casa: se presenta un aspetto lussuoso, richiamerà l'attenzione dei malintenzionati, pertanto sarà indispensabile procedere con le dovute misure di sicurezza (allarmi e magari anche dei beni cani). Un altro aspetto da considerare è il problema di lasciare la casa incustodita a lungo, nel caso si allontani per diversi mesi.
L'appartamento in condominio risolve, almeno in parte, queste problematiche, ma richiede il pagamento della tassa condominiale mensile per coprire tutti i costi delle parti comuni (luce, portiere, ascensore/i, pulizie, manutenzioni varie); spese che aumentano nel caso di condomini lussuosi e con servizi aggiuntivi, come piscina, palestra, ecc.

In città o fuori? Metropoli o piccola cittadina?
Dipende molto anche da che lavoro facciamo, o se cerchiamo una casa solo per le vacanze. Ricordiamoci comunque che la casetta di fronte alla spiaggia tropicale, immersa nel verde e quindi isolata, può presentare i soliti problemi di sicurezza. Se proprio non si vuole rinunciare ad una villa nel verde, esistono condomini “orizzontali”, spesso anche con una piccola piscina e un'area relax per ciascun casetta; certo non potremo sperare di spendere poco.
Da considerare anche il tipo di passatempi che ricerchiamo e dove abbiamo vissuto finora: se siamo amanti delle feste e della vita agitata, o se amiamo passeggiare per le vie cittadine, la pur affascinante casetta nel verde diventerà presto una prigione: anche le acque tropicali e le palme vengono a noia.
Consideriamo la possibilità di un compromesso: se amiamo la semplicità, ogni città ha quartieri, spesso molto più economici, ancora non invasi dai giganteschi grattacieli. E non dimentichiamoci che qui l'appartamento in condominio, soprattutto se di classe medio-alta è uno status-symbol: si paga anche questo.

Localizzazione
E' un aspetto fondamentale in almeno 3 sensi: preferenza personale (se amiamo il mare, preferiremo un quartiere vicino alla spiaggia), comodità (accesso a servizi fondamentali come supermercato, banche, ecc.) e sicurezza. Quest'ultimo aspetto può essere nuovo per chi viene dall'Italia, ma qui è importante comprare una casa situata su una via principale, ben illuminata, con un buon movimento di pedoni fino a tarda notte, magari con attività commerciali che chiudano tardi. Strade deserte e con poche persone a piedi, sono molto più complicate, soprattutto se non abbiamo un'automobile, o non vogliamo usarla sempre.

Quanto costa
Dipende molto dai fattori di cui abbiamo parlato sopra e dalle finiture che esigiamo. Bisogna distinguere anche fra nuovo ed usato. Basta cercare su internet per vedere i prezzi medi; per quelle cifre si acquistano appartamenti con finiture paragonabili a quelle europee. Se ci accontentiamo di qualcosa di più semplice, si può risparmiare anche del 70 % e senza per questo rinunciare a nulla. Personalmente, nel 2013 ho acquistato una appartamento di 70 metri/q + terrazza coperta vista mare di altri 70 m/q a Salvador al prezzo di 105.000 Reais (spese di transazione escluse); non è situato in un quartiere turistico, ma nella penisola di Itapagipe, a 200 metri dalla spiaggia.
Consiglio di cercare direttamente sui siti di 3 o 4 agenzie immobiliari di una città per confrontare foto e servizi dei vari immobili.

Ce n'è per tutti i gusti
Tutto dipende dallo stile di vita che vogliamo e da quanto sia importante per noi il Brasile (o allontanarsi dall'Italia). Se pretendiamo di spendere meno che in Italia e mantenere lo stesso standard, allora partiamo sconfitti. Se invece riteniamo superflue molte degli accessori che abbiamo in Italia e che siamo costretti a pagare, allora possiamo comprare una casa in Brasile, spendendo il prezzo di un garage in una città italiana. Almeno, non avremo intorno gente che si lamenta dal mattino alla sera!  

Salvador de Bahia


Salvador è una città che non accetta compromessi: non è detto che la si ami, ma certamente non può lasciare indifferenti. La si ricorda a distanza di tempi e, se non ci si limita a toccarne solo la superficie, ma si comincia a perlustrare anche solo un poco lo strato sottostante (la sua storia, le sue contraddizioni, la sua arte, il suo ritmo, i suoi odori, i suoni e le musiche, le diverse persone che la popolano), non si può non restarne marcati per sempre.

Alcuni dati
Circa 2,6 milioni di abitanti, ma in certi quartieri (non turistici) si respira ancora un'atmosfera di piccolo paese, non certo con ritmi frenetici. La prima capitale del Brasile, ospita 365 chiese ed è la città con più alta percentuale di neri e meticci.

L'umano
L'elemento per me determinante. Cosa ci faccio io qui? Cerco l'umano, ovvero relazioni sociali. Spiagge e monumenti li trovate in tutto il mondo, ma se andate nelle Filippine o in India o in Africa, sarete sempre e comunque lo “straniero”; non che qui non vi appellino di “gringo” (straniero, appunto), ma la società brasiliana è piena di discendenti di europei e nel giro di qualche anno non vi sarà difficile integrarvi nella società (non dico capirla, perché a me risulta davvero complicato!), farvi il vostro giro di amici brasiliani, ecc. In sostanza, anche la persona più timida e solitaria in posto come Salvador, avrà la possibilità di avere relazioni sociali vere (sembra una cosa banalissima ma io, in Italia, non ci riuscivo più)de

Carnevale
A differenza di quello di Rio (contenuto negli appositi “sambodromi” della specie di stadi), quello di Salvador avviene nelle strade, su 3 diversi circuiti. E' quindi un carnevale popolare, non riservato solo a chi si può permettere di pagare l'ingresso. Interessante vedere i diversi modi di vivere questo momento da parte dei vari strati sociali della popolazione: dalla classe medio-alta, generalmente relegata ai cosiddetti “camarotes”, ovvero bar o spazi appositamente adattati leggermente sopraelevati ai lati delle strade, con ingressi relativamente cari. Gli appartenenti ai vari “blocchi”, ovvero quelli che hanno comprato la maglietta di un determinato “trio elétrico” (i nostri carri del carnevale, in realtà sono camion modernissimi sui quali la banda di turno si esibisce). Infine tutto il resto della folla, chiamata “pipoca”, che cerca di sopravvivere al marasma generale.

La Capoeira
E un'arte marziale creata principalmente dai discendenti di schiavi africani nati in Brasile con influenza indigena brasiliana, caratterizzata da elementi espressivi come la musica e l'armonia dei movimenti (per questo spesso scambiata per una danza). Interessante al riguardo il recente film “Besouro”. Sono numerosissime le scuole di capoeira a Salvador ed è frequente imbattersi in “rodas” improvvisate per strada, in spiaggia o dove capiti

L'anima
L'anima di una città non si può raccontare: se ne possono solo descrivere alcune delle componenti. Chiaramente bisogna andare un po' oltre lo stereotipo del turista: lascio le spiagge e i monumenti ad altri siti più informati e con foto. Ed allora voglio citare certi mercatini di quartiere (fra cui la più famosa “Feira de Sao Joaquim”), i pescatori che nelle notti si avventurano nella Baia de todos os Santos su barchette di 3 metri, con una piccola lanternina; le migliaia di venditori ambulanti che cercano di promuovere con creatività la loro merce; i numerosi predicatori evangelici che salgono su un autobus e recitano a memoria versetti della Bibbia e ti consegnano foglietti riassuntivi di temi religiosi; e purtroppo i numerosi mendicanti e senzatetto, molti bambini, invisibili ai più. Non esistono elementi positivi e negativi di un luogo: l'importante è non negarne nessuno, neanche quelli che ci “disturbano”. E non dite di conoscere un posto se non avete parlato con la gente: ascoltate, cercate di capire e, se il caso, raccontatevi. I baiani amano la conversazione, che è sempre accompagnata da sorrisi e contatto umano